Medicamentos injetveis para obesidade

Dr. Maurcio Hirata, Endocrinologia e Metabologia

Publicado em 06/03/2023 - Atualizado em 22/04/2024



Recentemente várias medicações injetáveis foram lançadas no Brasil para tratamento de obesidade. Dentre elas, a semaglutida (ozempic) e liraglutida (saxenda) são as mais prescritas.

Essas medicações atuam como se fossem o GLP1 - um hormônio secretado pelo intestino que produz a sensação de saciedade. Essas medicações são indicadas para pacientes obesos ou com sobrepeso que têm, ou não, comorbidades como diabetes, síndrome metabólica, hipertensão etc. Idealmente as pessoas que precisam perder pouco peso não devem usar desse tipo de medicação.

Infelizmente no Brasil a venda dessas medicações é feita sem receita medica e isso pode acarretar várias complicações como: vômitos e náuseas de alta intensidade, diarréia, dor de cabeça, taquicardia, alterações de humor e visão, queda de glicose com conseqüente mal estar e até desmaios, aumento da incidência de colecistite e mais raramente pancreatite aguda, que é uma condição extremamente séria. Por isso é muito importante que o uso seja feito com supervisão de um médico especialista na área.

A obesidade é de causa multifatorial e existem pacientes que simplesmente não respondem a esse tipo de medicação, ou a cirurgia bariátrica, porque comem sem fome, por compulsão alimentar, hábito alimentar errado, ingesta excessiva de álcool, problemas hormonais, e inúmeras outras causas. Tenho recebido na minha Clinica inclusive pacientes que ganharam peso após uso desse tipo de remédio, porque, pela queda da glicose, tiveram aumento de apetite.

O caminho para tratar a obesidade, cada vez mais, será medicamentoso e atualmente tenho vários pacientes que escaparam da cirurgia bariátrica, graças a essas medicações, mas cada caso tem que ser avaliado individualmente.

O mais importante de tudo é a mudança no estilo de vida, sem isso, nenhum tratamento irá funcionar!

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