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Dia Nacional de Prevenção à Obesidade

Dr. Maurício Hirata, Endocrinologia e Metabologia
Publicado em 10/10/2017 - Atualizado em 26/10/2017


11 de outubro é o dia nacional de prevenção à Obesidade. Esta data é importante para lembrarmos que o combate à doença deve ser mais ativo, visto que, desde 2006, o índice de brasileiros obesos cresceu em 60%. Hoje aproximadamente 20% da população é obesa e 50 % apresenta excesso de peso. O Brasil já é o quinto país em população obesa do mundo.

Antigamente a obesidade prevalecia em países ricos. Hoje em dia, com o aumento de preço dos alimentos saudáveis como frutas, verduras e peixes, a alimentação baseada em carboidratos refinados passou a ser a primeira opção para população de baixa renda nos países pobres, fazendo com que o índice de obesidade chegue a níveis epidêmicos.    

A prevenção da doença também engloba Políticas Públicas de Saúde. As bebidas açucaradas e os alimentos ricos em calorias vazias, como doces, precisam ser taxados como o tabaco. O acesso à ginástica gratuita deve ser incentivado, com a construção de ginásios poliesportivos e áreas públicas destinadas à prática de atividades físicas para a população carente. Além disso, a possibilidade de poder se exercitar diariamente, principalmente nos grandes centros, requer a melhoria da mobilidade urbana, com transporte público de qualidade para evitar o desperdício de horas em congestionamentos.

  

Diversos estudos recentes acerca da endocrinologia revelam o impacto do sono na obesidade. Sabe-se que dormir pouco aumenta a circunferência abdominal e eleva a chance de ter diabetes em quase 40%. A obesidade também está intimamente relacionada com pelo menos 13 tipos de câncer, como pâncreas, estômago, vesícula, rim, útero, intestino, reto, mama e fígado, entre outros. Ademais, as doenças coronárias, derrames cerebrais e hipertensão  também ter estreita relação com o excesso de peso.

                        

A prevenção e formação de um bom hábito alimentar começam, por incrível que pareça, na vida intrauterina. A ingestão de alimentos calóricos pela mãe parece afetar os centros cerebrais do apetite do feto. O índice de crianças obesas é alarmante e já há quem diga que se nada mais ousado for feito, esta geração de crianças poderá ser a primeira que viverá menos que os seus pais.

 

A mensagem é clara: coma melhor para viver mais tempo. Mudanças na dieta como aumentar o consumo de verduras, frutas, peixes, além de diminuir carnes processadas e bebidas açucaradas reduzem a chance de morte prematura em 20%.           

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