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As Emoções e o Coração

Prof. Dr. Elias Knobel, Cardiologia
Publicado em 26/09/2017 - Atualizado em 16/06/2019



As emoções afetam o coração, mudam nosso metabolismo, influenciando nossa percepção do mundo e determinando nosso comportamento e escolhas.


Emoção é uma resposta do organismo que envolve alterações físicas, fisiológicas e cognitivas frente a um determinado estímulo. Ocorre uma ativação do hipotálamo, do sistema nervoso simpático e aumento de catecolaminas circulantes (como a adrenalina, entre outros). Essas alterações podem eventualmente ser prejudiciais ao organismo, especialmente ao coração.

Quanto mais intensa a emoção, menor o grau de controle que temos sobre ela e o impulso para agir é proporcionalmente maior conforme o nível de estresse. A forma com que o indivíduo processa as emoções e como se comporta diante delas define sua personalidade. Sendo assim, podemos observar que as emoções têm influência na evolução das doenças cardíacas de acordo com a personalidade, humor, hábitos e adesão ao tratamento das pessoas.

Estudos realizados demonstraram um aumento de arritmias e mortes ocasionadas por problemas cardíacos na população exposta a fatores estressantes, como guerras, terremotos, furacões etc. A reação ao estresse é uma descarga adrenérgica, com ativação simpática (liberação de adrenalina) provocando aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial, entre outros.

-A alegria e a tristeza, assim como a felicidade , ansiedade e depressão, podem provocar alterações no desempenho do coração.

-A raiva, o rancor e a hostilidade aumentam o risco cardiovascular.

-Por outro lado a felicidade, o otimismo e a espiritualidade tem efeito positivo em relação ao coração.

-Uma cardiopatia induzida por um estresse acentuado é a “ Síndrome de Coração Partido” que pode evoluir como infarto do miocárdio e ou choque cardiogênico.

-Pessoas ansiosas, autoritárias, agressivas e auto exigentes possuem grande dificuldade de adesão ao tratamento das doenças cardíacas, o que aumenta a morbidade e mortalidade cardiovascular e o risco de morte súbita.

-Pessoas que vivem tristes e preocupadas podem apresentar recorrência de eventos cardíacos.

-A depressão é frequente nos pacientes cardiopatas, podendo se manifestar como causa ou consequência das mesmas.

O estilo de vida do paciente pode ser classificado como nocivo quando impacta negativamente na sua saúde. Isso ocorre quando existe consumo exagerado de bebidas alcoólicas, ingestão excessiva de alimentos hipercalóricos e gordurosos, hábito de fumar etc. Cultivar hábitos mais saudáveis seguramente irá melhorar sua resposta emocional e auxiliará na prevenção e tratamento das doenças cardíacas.

A cura de uma enfermidade, o controle de uma doença crônica ou a prevenção de uma patologia depende do comportamento saudável e da adesão às recomendações de seu médico. Muitas doenças cardíacas são silenciosas, levando o paciente a subvalorizar o tratamento. Além disso, algumas pessoas aceitam as indicações médicas sem contestar e as seguem à risca as orientações dadas. Outras se recusam, ou não seguem essa orientação com o rigor necessário o que pode acarretar uma piora da doença.

A redução do estresse e a mudança dos hábitos nocivos seguramente contribuirão para uma melhora do prognóstico do quadro circulatório dos pacientes.

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  1. As emoções podem alterar o ritmo cardíaco de uma pessoa com marcapasso?

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