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Recém-nascidos devem dormir no quarto dos pais

Claire McCarthy, Harvard Health Publications
Publicado em 22/01/2017 - Atualizado em 18/06/2017


Por que os especialistas recomendam que os recém-nascidos durmam no quarto dos pais durante o primeiro ano de vida


Se tem uma coisa que todos os pais de recém-nascidos abrem mão, é do sono. Portanto, saber que os especialistas recomendam que os recém-nascidos durmam no mesmo quarto que seus pais nos os primeiros 6-12 meses não é exatamente uma boa notícia àqueles pais que acordam a cada suspiro e choro da criança. A notícia também não foi tão boa para aqueles casais que gostam de um pouco privacidade de vez em quando.

Mas o fato é: manter o bebê no mesmo quarto dos pais pode reduzir o risco de morte súbita em 50%, de acordo com a Academia Americana de Pediatria (AAP).

Todos os anos, cerca de 3.500 bebês tem morte infantil súbita e inesperada (SUID). Alguns morrem da Síndrome da Morte Súbita do Latente (SIDS), outros de estrangulamento acidental ou sufocação, e outros morrem por razões que nunca descobriremos. Embora tenha muita coisa que não sabemos sobre essas mortes, sabemos que colocar os bebês de costas, em vez de barriga para baixo para dormir faz toda diferença (alguns bebês não conseguem levantar a cabeça mesmo quando podem e devem), assim como manter o berço o mais descoberto possível (para evitar asfixia e estrangulamento). Os estudos mostram que quando os bebês dormem no mesmo quarto que seus pais, dormem melhor também.

Não sabemos exatamente o por quê, mas certamente é uma tranquilidade quando os pais podem ver, ouvir e conversar com seus bebês. A tecnologia pode ajudar os pais a verem o bebê em outro quarto, mas não é o mesmo que tê-los ao alcance dos braços. Como o risco de morte súbita é maior nos primeiros 6 meses, a AAP recomenda manter o bebê no quarto dos pais por pelo menos esse tempo, mas afirma que manter por um ano inteiro é ainda melhor.

A AAP faz uma distinção entre "dividir o quarto" e "dividir a cama", e diz que recomenda o primeiro e não o último. Dormir na mesma cama com o bebê pode claramente tornar a amamentação noturna mais fácil - a AAP também sugere que, caso haja a possibilidade da mãe adormecer enquanto amamenta seu filho, é melhor e mais seguro estar na cama do que em uma poltrona ou sofá. Porém os riscos de dividir a cama com seu recém-nascido existem. Todos os anos bebês sufocam em travesseiros ou roupa de cama, caem da cama, ou sufocam quando um adulto rola sobre eles. É raro, mas acontece. Muitas famílias usam um "berço acoplável" que encaixa à cama; eles podem ser uma boa maneira de dormir perto sem dormir juntos, mas pode ser arriscado se não forem encaixados corretamente e se os bebês forem deixados sozinhos. A escolha mais segura é um berço no quarto com os pais.

O importante é entender o contexto e adaptar as recomendações de acordo com suas possibilidades para reduzir os fatores e riscos que podem afetar a saúde do bebê a partir do nascimento. Mas caso os pais não consigam dormir com o bebê no quarto, também não é motivo de preocupação. Como na vida, o equilíbrio e bom senso são palavras-chave.

Seis meses ou um ano pode parecer uma eternidade, mas não é. Antes que perceba, os filhos estão grandes, namorando e pedindo as chaves do carro. Aí começa uma nova fase que bem provável os pais novamente abrirão mão do sono, mas de forma diferente, que até poderá trazer saudades dos tempos em que podiam ter seus filhos perto o tempo todo.

Fonte: Harvard Health Blog
Claire McCarthy, MD, Faculty Editor, Harvard Health Publications

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