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Angioplastia Coronária

Dr. Jose Armando Mangione, Cardiologia
Publicado em 18/09/2017 - Atualizado em 20/02/2019



A angioplastia coronária foi realizada pela primeira vez por Andreas Gruntzig em setembro de 1977 em Zurique na Suíça. É uma técnica não cirúrgica, que utiliza um cateter balão para comprimir uma placa de gordura que se forma na parede das artérias coronárias em decorrência de uma série de fatores de risco como: níveis elevados de colesterol no sangue, tabagismo, hipertensão arterial, diabetes mellitus, obesidade, estresse, sedentarismo, história familiar entre outros.

Este procedimento apresentava um elevado índice de sucesso, entretanto em 20% a 30% dos pacientes ocorria o retorno da obstrução, chamada de reestenose, em um período médio de 6 meses.

A reestenose é decorrente de um processo exacerbado de cicatrização na parede do vaso.

Por este motivo foram idealizados os stents coronários que são pequenos dispositivos metálicos que permitiram uma maior abertura da artéria, porém, com taxa de reestenose ainda elevada entre 10% a 20%.

Com a evolução tecnológica, foram desenvolvidos os stents farmacológicos, que são constituídos do mesmo material do stent metálico, acrescido de um medicamento, que é liberado na parede da artéria para controlar este processo cicatricial por um período de 1 a 3 meses e consequentemente reduzindo a reestenose.

O implante do stent é realizado habitualmente com anestesia local, fazendo-se uma punção na artéria da virilha ou do punho (técnica femoral ou radial).

Um cateter guia é dirigido até o coração através de uma imagem gerada por Rx em uma tela e o local da obstrução é identificado através da injeção de contraste. Posiciona-se um fio guia muito flexível distalmente a obstrução, e sobre este o stent que vem montado em um cateter balão, é posicionado e implantado na parede do vaso comprimindo a placa de aterosclerose e aliviando a obstrução.     

Este procedimento chamado de intervenção coronária percutânea (ICP) é realizado no laboratório de Hemodinâmica (cateterismo cardíaco) por profissionais especializados e apresenta elevada taxa de sucesso superior a  95%. Dependendo da complexidade do caso sua duração pode variar entre 30m a 90m.

A ICP é um procedimento muito seguro e as complicações como óbito, infarto agudo do miocárdio e necessidade de cirurgia de revascularização do miocárdio são raras. Outras complicações que podem ocorrer são as vasculares no local da punção e as decorrentes do uso de contraste como alergia e insuficiência renal.

Após o procedimento o período de internação é normalmente de 24h a 48h, sendo realizados exames de sangue de rotina e eletrocardiograma.

Atualmente, em muitos casos utiliza-se a ICP em substituição a cirurgia tradicional de revascularização do miocárdio (ponte de safena e/ou anastomose de artéria mamária) com resultados muito semelhantes entre as 2 técnicas.

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