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DEPRESSÃO: Vamos conversar?

Dr. Fernando Ramos Asbahr, Psiquiatra
Publicado em 21/07/2017 - Atualizado em 21/08/2018



Também conhecida como o mal do Século, a DEPRESSÃO alcança índices alarmantes nas grandes cidades inclusive no Brasil. E casos como do vocalista da banda Linkin Park, Chester Bennington não são raros, muito pelo contrário.


Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), 5,8% da população brasileira sofrem de depressão. Hoje são quase 800 mil mortes por ano em razão de suicídio, o que equivale a um suicídio a cada 4 segundos. Estima-se também que em 20 anos a depressão será a causa número um das aponsentadorias por invalidez, em todo mundo, superando doenças cardiovasculares e câncer.

          

E para falar mais sobre esse tema, convidamos o Dr. Fernando Ramos Asbahr, Coordenador do Programa de Transtornos Ansiosos na Infância e Adolescência do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.   

O que é a DEPRESSÃO?

A depressão é uma doença, distúrbio mental que atinge a humanidade há muito anos, desde suas origens. 

O que causa a depressão?

Não tem uma causa específica. Podem existir uma série de combinações de componentes biológicos que indicam tendências no quadro depressivo de uma pessoa. Por exemplo, uma pessoa de uma família com muitos casos depressivos, tem mais chance de desenvolver um quadro de depressão do que alguém de uma família sem histórico de depressão.

Quais são os sintomas típicos da depressão?

São sintomas comuns: tristeza, falta de energia, diminuição da vitalidade, menos cuidados com a aparência, alterações no sono, alteração no apetite, dificuldade de concentração, até mesmo pensamentos suicidas. Porém, o mais importante é observar a mudança de comportamento prolongada.

Depressão tem cura? Qual é o melhor tratamento?

Existem tratamentos muito eficazes (que podem ser medicamentoso e/ou psicoterápico dependendo do caso) que proporcionam uma melhora significativa na qualidade de vida do paciente. Mas a cura definitiva infelizemente não existe. É como uma pessoa com hipertensão. Se ela tem pressão alta, precisa se cuidar e controlar pois a pressão pode subir, assim como a depressão pode voltar. 

Todos nós temos dias alegres e outros tristes. Como diferenciar a tristeza (quadro normal) da depressão (doença que requer tratamento especial)?

O que difere é a persistência e duração dessa mudança de comportamento. Se for uma mudança curta, leve, indica ser um quadro natural, se persistir e for uma mudança grande e abrupta, deve ser investigado.

Todas as pessoas estão sujeitas a ter depressão? Há uma faixa etária mais vulnerável à doença?

Sim, todas as pessoas, em maior ou menor grau, estão sujeitas à doença assim como existem faixas etárias mais vulneráveis. A mulher após a menopausa tem uma propensão maior à depressão em função de fatores hormonais, mas em geral podemos dizer que a incidência da depressão cresce a medida que ficamos mais velhos.  

A tendência à depressão é hereditária (é passada de pai para filho)?

A melhor forma de responder isso é citando o ocorrido nessa semana. O neto do ex-presidente Getúlio Vargas, foi o terceiro descendente direto da família a tirar a própria vida, repetindo o gesto do pai e do avô. Certamente tem um componente biológico aí.

O que os familiares de uma pessoa depressiva devem (e não devem fazer)?

A primeira e mais importante providência é fazer uma avaliação. Mesmo na dúvida, ou no caso da pessoa já estar naquele estado depressivo há muito tempo, faça uma avaliação. O psiquiatra poderá avaliar a dimensão do quadro e passar o tratamento através de terapia e/ou medicação.

Todo suicídio envolve um quadro depressivo?

Podemos dizer que mais de 90% dos casos de suicídios envolvem um quadro de depressão. A maior causa de suicídio no mundo é a depressão. Por isso a importância da avaliação e tratamento.

O que importa é ter a consciência de que o cuidado é a chave para uma boa saúde. Cuida da sua!

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