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Hiperidrose: Saiba o que é e como tratar!

Prof. Dr. Nelson Wolosker, Angiologia e Cirurgia Vascular
Publicado em 21/06/2017 - Atualizado em 22/05/2018



 

Milhões de pessoas sofrem com a doença e muitas vezes não sabem que é uma doença. Nos dias atuais 3 em cada 100 pessoas no mundo apresentam esta doença. No Brasil são mais de 6 milhões de pessoas que sofrem com a hiperidrose. Talvez muitas dessas pessoas nunca tenham se dado conta de que possuem uma doença, mas sofrem muito com ela.


Mas afinal, o que é hiperidrose?

A hiperidrose é uma doença que causa o excesso de transpiração, e é causada pela superestimulação do sistema nervoso simpático. O suor aparece sem uma causa fisiológica e ocorre a formação de um suor excessivo, incontrolável!

Doença que gera fobia social e causa impacto na qualidade de vida de crianças e adultos

A doença afeta tanto homens como mulheres, pode aparecer logo na infância e tende a piorar com o passar dos anos.  Pessoas obesas chegam a suar mais ainda que pacientes não obesos com a hiperidrose.

As regiões do corpo mais afetadas são geralmente as mãos (hiperidrose palmar), as axilas (hiperidrose axilar), pés (hiperidrose plantar) e o rosto (hiperidrose craniofacial).

Pode até parecer uma doença simples, mas ela pode trazer sérios danos à qualidade de vida do paciente. A doença geralmente causa sérios problemas emocionais, sociais e profissionais.

Os relatos dos pacientes com hiperidrose são comoventes. A doença gera uma espécie de fobia social. As pessoas sofrem muito com isso!

Mas hiperidrose tem tratamento? Tem cura?

Sim. Pacientes com hiperidrose podem ficar livres do suor excessivo. O tratamento é inicialmente clínico. Ele funciona em 70% dos casos oferecendo boa melhora dos sintomas, entretanto em 30% ele não funciona. Nesta situação, o tratamento cirúrgico tem seu papel e resolve o problema dos pacientes em 95% dos casos. 

O tratamento clínico consiste no uso de um anticolinérgico chamado cloridrato de oxibutinina, um tratamento medicamentoso que foi introduzido no Brasil pela nossa equipe em 2007, e que tem demonstrado boa eficácia.

O paciente permanece em tratamento, mas para aqueles que não respondem a esse tratamento, o jeito é partir para a cirurgia.

Qual a cirurgia? Ela é nova?

A simpatectomia é a cirurgia realizada para o tratamento da hiperidrose. Ela é bem antiga. Foi utilizada pela primeira vez na década de 1920a, isto é, já tem quase 100 anos. As duas novidades são o uso de videotorascopia para a realização da mesma com pequenos cortes no tórax e atualmente a realização do procedimento escalonado, isto é, primeiro um lado e depois o outro. Com isto, o risco de desenvolvimento de excesso de transpiração em áreas que antes da cirurgia não exibiam sudorese excessiva (hiperidrose compensatória) diminui. A hiperidrose compensatória, que é o maior problema da cirurgia, pois o paciente entra para a cirurgia para resolver um problema e pode sair com outro.

Apesar de parecer uma doença simples, os efeitos colaterais dos tratamentos clínicos e cirúrgico podem gerar outros problemas na vida dos pacientes. Tratar com um especialista é fundamental!

Como vimos, os tratamentos existentes hoje para hiperidrose podem causar efeitos colaterais que precisam ser considerados. Uma vez que o paciente procura o médico no intuito de melhorar sua condição, o paciente precisa estar ciente de que pode sofrer outros danos, e o médico precisa ter amplo conhecimento dessa doença para tentar evitar novos transtornos.

 Há 20 anos, nossa equipe tem estudado e tratado milhares de pacientes com hiperidrose. Após publicarmos mais de 50 pesquisas em revistas internacionais temos adotado primeiramente o tratamento clínico, que é realizado com o uso da oxibutilina. A maioria dos pacientes experimenta um bom resultado e passa a utilizar esta medicação rotineiramente. Quando não funciona adequadamente a cirurgia é indicada.

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