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Verdades sobre "gordura no fígado"e risco cardíaco

Dr. Anderson Rodrigues de Oliveira, Cardiologia
Publicado em 15/06/2017 - Atualizado em 20/10/2018



 

1. OBESIDADE: 

Epidemia mundial, a qual exige, urgentemente, ações mais efetivas para minimizar os riscos deste importante fator de risco cardiovascular!

Sobrepeso e obesidade aumentam o risco da ocorrência de diversos agravos/complicações:

. Síndrome metabólica, diabetes,

. Infarto, derrames,

. “Gordura no fígado” (esteatose hepática) e

. Vários tipos de câncer.

 

2. “GORDURA NO FÍGADO”: 

Acomete grande parte da população mundial e relaciona-se com aumento do risco cardíaco.

10-20% dos portadores de “gordura no fígado” (esteatose hepática) podem evoluir para EHNA (esteatoepatite não alcoólica).

A EHNA está presente em 3-5% da população mundial. 

E, muito grave, 5% dos portadores de EHNA podem evoluir para cirrose hepática!!

 

3. DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCOÓLICA (DHGNA):

A presença de Doença Hepática Gordurosa implica em maior risco de doenças cardiovasculares.

Prevalência de DHGNA nas populações:

. Está presente em 20% da população global.

. Em 80% dos diabéticos!

. Em 50% dos portadores de DLP (dislipidemias: alterações no colesterol ou triglicerídeos)!

. E em 90% dos obesos mórbidos!!

DHGNA consiste numa condição clínica que inclui “gordura no fígado” e esteatoepatite.

A DHGNA pode ou não evoluir para cirrose!

Vale ressaltar que alguns destes casos de cirrose podem, ainda, evoluir para hepatocardinoma (“câncer no fígado”).

A taxa de mortalidade em portadores de DHGNA: é maior que na população geral!

 

4. RISCO CARDÍACO:

Chama a atenção: doenças cardiovasculares (infartos e derrames) e “gordura no fígado” têm fatores de risco semelhantes (obesidade, diabetes, hipertensão arterial, dislipidemias).

Seu médico avaliará seu risco cardiovascular para que possa empreender o melhor tratamento para sua saúde!

Nesta estratificação do RCV, conforme seu médico e as diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia, 04 passos são fundamentais:

. Detectar a possibilidade de “entupimentos” (doença aterosclerótica),

. Aplicação do Escore de Risco de Framingham,

. Identificar fatores de risco agravantes, e

. Definir as metas de tratamento e reavaliação do RCV.

 

5. TRATAMENTOS:

Existem terapias seguras para a obesidade, a síndrome metabólica e para a DHGNA.

O tratamento é pautado, principalmente, em aspectos comportamentais: MEV (Mudança no Estilo de Vida):

. Hábitos alimentares saudáveis,

. Atividade física regularmente (após avaliação de seu médico assistente),

. Perda ponderal e manutenção de peso saudável!

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