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Carcinoma de Merkel

Dr. Otavio Machado de Almeida, Cirurgião Plástico
Publicado em 07/12/2017 - Atualizado em 20/10/2018



O que é:

O carcinoma de Merkel é um câncer de pele com características muito agressivas, apresentando um alto índice de recidiva local e grande potencial para o aparecimento de metástases à distância por disseminação linfática e sanguínea. Se origina das células de Merkel, células estas que estão na camada basal da epiderme e que apresentam função basicamente sensorial (neuroendócrina).

Apesar de não ser uma patologia muito frequente, sua incidência vem aumentando anualmente, sendo que estatísticas americanas recentes contabilizam uma taxa de 0,6 casos para cada 100.000 habitantes. É mais frequente em homens de pele clara acima dos 60 anos e que tenham sido submetidos à muita exposição de raios solares. O risco do aparecimento do carcinoma de Merkel também é maior em pessoas que apresentem algum grau de imunossupressão, como em indivíduos com leucemias, síndrome da imunodeficiência adquirida e transplantados.

Sintomas:

Normalmente o carcinoma de Merkel se apresenta como uma tumoração na pele bastante firme, de crescimento rápido, indolor e geralmente do coloração avermelhada. Apesar de poder aparecer em qualquer lugar do corpo, é mais frequente em áreas expostas à radiação solar como a região da cabeça e pescoço e extremidades.

Diagnóstico:

O diagnóstico do carcinoma de Merkel é estabelecido pela biópsia, já que clinicamente ele é bastante inespecífico. Para tal, o patologista necessitará complementar o estudo anátomo patológico rotineiro com técnica de imunohistoquímica.

Tratamento:

Feito o diagnóstico de carcinoma de Merkel, há necessidade de se fazer um estadiamento clínico com o intuito de avaliar a extensão do envolvimento da doença, pois isto que irá direcionar seu tratamento.

Em casos de doença localizada, a ressecção cirúrgica da lesão com amplas margens de segurança (1 a 2 cm) é o indicado. A pesquisa do linfonodo sentinela para avaliação dos linfonodos da região também deve ser realizada e no caso da presença de gânglios positivos, indica-se a linfadenectomia (esvaziamento ganglionar) da região acometida, podendo ou não ser complementada com radioterapia adjuvante. Como o carcinoma de Merkel é radio sensível, ou seja, responde bem à radioterapia, esta modalidade de tratamento também pode ser utilizada no tratamento complementar da lesão primária após a ressecção cirúrgica em casos mais agressivos, na tentativa de se obter um melhor controle local da doença.

A quimioterapia é indicada nas situações onde há evidência de metástases à distância. São tratamentos bastante tóxicos e que afetam a qualidade de vida do paciente, mas têm apresentado taxas de reposta em torno de 60% num período de 8 meses. A quimioterapia também pode ser usada com o intuito de potencializar o efeito da radioterapia em pacientes que irão fazer este tipo de tratamento.

Prevenção:

Como o carcinoma de Merkel acomete principalmente as áreas do corpo mais expostas à radiação solar, a melhor maneira de prevenir este tipo de lesão seria a orientação para a proteção solar, como o uso de protetor solar adequado, vestimentas adequadas para proteção mecânica  e a conscientização populacional para evitar a exposição solar nos horários de maior índice de radiação ultra violeta.

O auto exame da pele e a ida ao médico com frequência podem ajudar no diagnóstico precoce deste tipo de lesão colaborando para um maior índice de cura.

Dr. Otavio Machado de Almeida, Cirurgião Plástico, Mestrado em Cirurgia Plástica pela FMUSP, Doutorado em Oncologia pela Fundação Antonio Prudente, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Membro da American Society of Plastic Surgery

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