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Dezembro Laranja - Câncer de Pele

Dr. Sérgio Henrique Hirata, Dermatologia
Publicado em 04/12/2017 - Atualizado em 04/12/2017


Cânceres da pele no Brasil: incidências, mortalidades e ações educativas para o diagnóstico precoce.

Vivemos em um país tropical onde o padrão de beleza predominante é a pele bronzeada pelo sol. Isto faz com que muitas pessoas se exponham ao sol de forma intencional durante o lazer ou mesmo de forma não intencional durante o trabalho ou nas atividades do dia a dia. O sol é fonte de alegria e bem estar e os seus efeitos benéficos, como a participação na produção da vitamina D , são bem conhecidos. Em excesso porém, pode provocar queimaduras, piorar reações alérgicas e, a  longo prazo, pode trazer malefícios como o envelhecimento precoce e o câncer da pele.

A pele é considerada o maior órgão do corpo e é o local onde mais comumente pode se desenvolver um  câncer. Hoje já se sabe quais são as causas do câncer da pele e quem tem maior chance de desenvolvê-lo. Uma das causas principais é a exposição solar exagerada.

Os raios Ultra Violeta presentes na luz solar podem provocar mutações nas células da pele e, de acordo com o tipo de célula que se multiplica anormalmente, é produzido um tipo diferente de tumor. Os principais são o carcinoma basocelular, o carcinoma espinocelular e o melanoma cutâneo. Os dois primeiros são bem frequentes e juntos respondem por cerca de 30% de todos os casos de tumores malignos registrados no Brasil.

O carcinoma basocelular é o câncer mais comum na raça humana porém, felizmente, é pouco agressivo e não se espalha para o resto do corpo. O melanoma é um tipo de câncer menos comum, no entanto é muito perigoso pois dependendo do tamanho pode espalhar-se para outros órgãos produzindo as chamadas metástases. O carcinoma espinocelular tem frequência e agressividade intermediária entre os dois tipos anteriores. Não é tão comum quanto o carcinoma basocelular mas é mais frequente que o melanoma. Não é tão perigoso quanto o melanoma mas é mais agressivo que o carcinoma basocelular pois eventualmente pode produzir metástases.

O câncer da pele pode acometer qualquer pessoa, porém especial atenção devem ter as que já tiveram um câncer da pele ou que tem familiares diretos (pai, mãe, irmãos) que já tiveram um câncer na pele. Também apresentam maior risco de desenvolver a doença as que possuem pele sensível aos raios ultra violeta. Tipicamente são indivíduos com cabelos e olhos claros e muitas pintas espalhadas pelo corpo. As pessoas com esse  tipo de pele se queimam muito facilmente quando se expõe ao sol e raramente ou nunca conseguem ficam bronzeadas. É mais frequente na idade adulta em pessoas que passaram muito tempo da sua vida expostas ao sol sem proteção, como as que trabalham ao ar livre ou as que se expõe de forma exagerada ao sol durante o lazer. A relação com a exposição solar faz com que o câncer da pele seja mais comum nas áreas descobertas de roupas como a face e o dorso dos ante braços, no entanto deve ser lembrado que também pode ocorrer em áreas que não se expõem ao sol como as plantas dos pés e mucosas da boca ou genital.

A Prevenção

A prevenção do câncer da pele é simples de ser realizada e é baseada principalmente em ações educativas que devem se iniciar na infância, como o uso regular de proteção solar. O filtro solar deve ser indicado tanto em atividades de trabalho no dia a dia, quanto em atividades de lazer. O ideal é aplicar um filtro com fator de proteção 15 ou mais, 30 minutos antes da exposição ao sol e reaplica-lo a cada duas horas. Não se deve esquecer do uso de chapéus, óculos escuros e guarda sol e é importante tentar evitar a exposição ao sol no horário entre as 10:00 e 16:00 horas quando a incidência dos raios ultra violeta é maior. Todos estes cuidados devem ser redobrados na praia pois a areia e a água refletem os raios ultra violeta.

Apesar da facilidade na prevenção, não tem ocorrido diminuição do número de casos de câncer da pele. As incidências continuam aumentando no mundo inteiro e infelizmente existem casos que são fatais. É uma triste contradição pois, ao contrário dos outros tipos de cânceres, o diagnóstico do câncer da pele é muito fácil e rápido de ser feito. Para isto, basta que o seu dermatologista examine a sua pele regularmente. O conhecimento dos fatores de risco para o desenvolvimento do câncer da pele somado às facilidades em se realizar o diagnóstico precoce, permite dizer que ninguém deveria morrer de câncer da pele.

 

DR. SÉRGIO HENRIQUE HIRATA - PROFESSOR ADJUNTO, MESTRE E DOUTOR EM DERMATOLOGIA DA ESCOLA PAULISTA DE MEDICINA – UNIFESP, COORDENADOR DO GRUPO DE DERMATOSCOPIA DA ESCOLA PAULISTA DE MEDICINA.

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