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Dos transtornos alimentares à realidade

Dr. Maurício Hirata, Endocrinologia e Metabologia
Publicado em 18/11/2017 - Atualizado em 16/11/2018



Tenho atendido e diagnosticado cada vez mais pacientes com desordens alimentares, sendo mais frequentes, a bulimia nervosa, os transtornos de compulsão alimentar e a anorexia nervosa. Também há casos de ortorexia nervosa e a vigorexia.

       

Estes quadros são considerados doenças que, conforme o grau de severidade pode fugir ao controle do paciente e exigir tratamento medicamentoso.

Na bulimia, a pessoa ingere quantidades excessivas de comida e tenta compensar estes episódios com vômitos, uso intensivo de laxante, diurético, jejum ou até exercícios físicos em excesso.

Na anorexia, ocorre uma distorção de imagem onde a pessoa se acha fora do peso, mesmo estando muito magra. A ingestão de comida é cada vez menor, podendo chegar a casos de internação hospitalar com risco de vida.

Os transtornos de compulsão alimentar são mais comuns e, normalmente, não são seguidos de mecanismos de compensação como a bulimia. Neste grupo se situam os compulsivos por doces, chocolates, os comedores de grande quantidade de comida (binge eating), os comedores noturnos (night eating) e outras desordens associadas.

Na ortorexia, o paciente fica obcecado por comida saudável, de forma a prejudicar ou até mesmo impedir o seu convívio social.

Na vigorexia, ocorre uma distorção de imagem em que a pessoa, normalmente do sexo masculino, sempre acha que tem falta de músculos, resultando em baixa autoestima, uso abusivo de anabolizantes e ansiedade excessiva.

Todos estes quadros envolvem um desequilíbrio na química cerebral, em que a falta ou instabilidade de neurotransmissores, como a serotonina e a dopamina, levam a alterações comportamentais.

A divulgação de padrões comportamentais e estéticos irreais pelas mídias sociais tem sido uma das principais causas do aumento da incidência destes distúrbios. Os adolescentes e jovens são mais suscetíveis a este tipo de influência e devem ser orientados a distinguir entre a realidade e a visão midiática utópica de felicidade e beleza.

A maneira ideal para o tratamento desses distúrbios deve englobar um contexto multidisciplinar, com acompanhamento médico, piscológico e nutricional.

A conscientização é fundamental para que possamos atingir um nível de autoestima onde prevaleça a saúde e a felicidade em detrimento dos padrões de beleza e comportamento rotulados como "ideais".

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