logo

BrazilHealth
Fazer login
Práticas para o controle do estresse e da dor

Dr. Juliana Orrico, Psicologia
Publicado em 01/11/2017 - Atualizado em 11/11/2017


O nosso sistema nervoso central (SNC) já foi considerado uma estrutura rígida e imutável mas após diversos estudos comprovou-se a sua plasticidade neural. Esta seria a capacidade que o SNC tem em modificar algumas das suas propriedades morfológicas e funcionais em resposta aos estímulos do ambiente. Sendo assim, consideramos que existe uma adaptabilidade do SNC às mudanças e lesões que venha a sofrer. Acreditando nisto a psicologia e outras ciências do comportamento humano acreditam que se o indivíduo sofreu um trauma, ou tem dificuldade de mudar a sua maneira de pensar e agir através de uma reestruturação cognitiva, ele pode modificar comportamentos não-adaptativos por adaptativos.

Nossa mente e nosso corpo estão intimamente ligados. Portanto na medida em que sentimos determinadas emoções ou nos submetemos ao estresse, eles reagem juntos.  A reação por sua vez pode desencadear em uma psicossomatização.

Quando estamos submetidos a um alto nível de estresse e dor, o nosso sistema nervoso simpático produz uma resposta de “luta ou fuga”, utilizando suas energias para se proteger de um perigo iminente, sinalizando para as glândulas liberarem cortisol e adrenalina, hormônios responsáveis por acelerarem os batimentos cardíacos, aumentarem o nível de açúcar no sangue e dilatarem os vasos sanguíneos. Assim, o corpo fica submetido a um estresse crônico ocasionando em um adoecimento.

Nestas situações precisamos ativar o sistema nervoso parassimpático, responsável por relaxar e abaixar os níveis de estresse. Dentre as atividades mais reconhecidas e comprovadas cientificamente, a meditação é a mais utilizada, já que pode ser adaptada em qualquer situação.

Porém quando estamos estressados e ansiosos, temos dificuldade de fazer uma pausa e acreditamos que para conseguir meditar, precisamos esvaziar a cabeça. E nós sabemos que vivendo em meio a tantos estímulos estressores, é quase impossível tentar não pensar em nada. Mas atualmente tem se falado bastante da Mindfulness, uma meditação orientada e dirigida, que produz relaxamento, atenção plena e uma abertura para lidar com as emoções negativas e positivas.

A prática do Mindfulness favorece uma melhora na regulação da emoção, que é a capacidade que o indivíduo tem de lidar com situações adversas e estressantes, sem trazer prejuízos para a própria vida. Assim, associada a uma prática psicoterápica é possível aprender novas respostas adaptativas.

Além disso a Terapia baseada em Mindfulness ajuda a reduzir sintomas de ansiedade, depressão e dores crônicas. Diversas pesquisas evidenciam os benefícios da técnica em pacientes oncológicos, diminuindo efeitos colaterais das drogas quimioterápicas como por exemplo enjoo, dor e ansiedade, e permite que o paciente consiga levar a atenção para longe das preocupações e pensamentos negativos que potencializam o estado deprimido do paciente, reduzem o stress e aumentam a imunidade.

Além disso a prática do Mindfulness permite que o paciente possa, através da curiosidade, investigar o momento presente sem julgamentos para ao invés de reagir aos estímulos externos, poder aceitar o presente, perceber e acolher as emoções que surgem, mesmo que negativas e assim responder com assertividade ao meio.

BrazilHealth
Preocupações com a saúde sexual - Editorial
Os problemas sexuais são muito comuns, mas muitas vezes somos influenciados por uma imagem exagerada...

Diabetes: Mitos e Verdades - Editorial
Muito se lê e ouve falar sobre a diabetes e as vezes não sabemos o que é verdadeiro e o que falso. A...

Como o diabético pode ter melhor qualidade de Vida - Dr. Maurício Hirata
Há 30 anos o rótulo ‘Diabetes’ era praticamente uma sentença de morte lenta e dolorosa. Mas hoje em ...

A Maior Epidemia do Mundo? - Dr. Maurício Hirata
Hoje é o Dia Mundial de Combate ao Diabetes - doença que virou uma verdadeira epidemia no mundo. A i...

O que é, Tipos, Causas, Diagnóstico, Tratamentos - Especial
O tema dessa semana é DIABETES, uma doença que atinge mais de 7% da população brasileira. Para abrir...

BrazilHealth