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Verdades sobre "gordura no fígado"e risco cardíaco

Dr. Anderson Rodrigues de Oliveira, Cardiologia
Publicado em 15/06/2017 - Atualizado em 20/09/2020



 

1. OBESIDADE: 

Epidemia mundial, a qual exige, urgentemente, ações mais efetivas para minimizar os riscos deste importante fator de risco cardiovascular!

Sobrepeso e obesidade aumentam o risco da ocorrência de diversos agravos/complicações:

. Síndrome metabólica, diabetes,

. Infarto, derrames,

. “Gordura no fígado” (esteatose hepática) e

. Vários tipos de câncer.

 

2. “GORDURA NO FÍGADO”: 

Acomete grande parte da população mundial e relaciona-se com aumento do risco cardíaco.

10-20% dos portadores de “gordura no fígado” (esteatose hepática) podem evoluir para EHNA (esteatoepatite não alcoólica).

A EHNA está presente em 3-5% da população mundial. 

E, muito grave, 5% dos portadores de EHNA podem evoluir para cirrose hepática!!

 

3. DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCOÓLICA (DHGNA):

A presença de Doença Hepática Gordurosa implica em maior risco de doenças cardiovasculares.

Prevalência de DHGNA nas populações:

. Está presente em 20% da população global.

. Em 80% dos diabéticos!

. Em 50% dos portadores de DLP (dislipidemias: alterações no colesterol ou triglicerídeos)!

. E em 90% dos obesos mórbidos!!

DHGNA consiste numa condição clínica que inclui “gordura no fígado” e esteatoepatite.

A DHGNA pode ou não evoluir para cirrose!

Vale ressaltar que alguns destes casos de cirrose podem, ainda, evoluir para hepatocardinoma (“câncer no fígado”).

A taxa de mortalidade em portadores de DHGNA: é maior que na população geral!

 

4. RISCO CARDÍACO:

Chama a atenção: doenças cardiovasculares (infartos e derrames) e “gordura no fígado” têm fatores de risco semelhantes (obesidade, diabetes, hipertensão arterial, dislipidemias).

Seu médico avaliará seu risco cardiovascular para que possa empreender o melhor tratamento para sua saúde!

Nesta estratificação do RCV, conforme seu médico e as diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia, 04 passos são fundamentais:

. Detectar a possibilidade de “entupimentos” (doença aterosclerótica),

. Aplicação do Escore de Risco de Framingham,

. Identificar fatores de risco agravantes, e

. Definir as metas de tratamento e reavaliação do RCV.

 

5. TRATAMENTOS:

Existem terapias seguras para a obesidade, a síndrome metabólica e para a DHGNA.

O tratamento é pautado, principalmente, em aspectos comportamentais: MEV (Mudança no Estilo de Vida):

. Hábitos alimentares saudáveis,

. Atividade física regularmente (após avaliação de seu médico assistente),

. Perda ponderal e manutenção de peso saudável!

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Comentários
  1. Boa tarde, Sugiro aos portadores de esteatose hepática que avaliem os riscos cardíacos o quanto antes. Meu marido estava tratando somente a esteatose e foi surpreendido por um infarto seguido de parada cardíaca. Quase morreu, colocou dois stents

  2. teste de comentario

  3. Ótimo artigo

  4. Gostei do artig

  5. Gostei do artigo

  6. Tou com gordura no ficado e tou preocupada ,q devo fazer qual minha alimentação ,li e gostei do artigo parabens

  7. Estou com gordura no fígado Confesso...que ISSO tá me assustando,ainda sou fumante ?? gostaria de saber,qual risco ,que corro ,e como acabar com isso Obrigada

  8. Um excelente conteúdo! Com um texto bem informativo e interessante. Gostaria de deixar uma leitura complementar sobre um medicamento que pode tratar do fígado e etc, caso tenha interesse: https://www.drentrega.com.br/bem-estar/dores-e-sintomas/silimarina-nomes-comerciais-posologia-e-muito-mais

  9. 5VBztK http://www.LnAJ7K8QSpfMO2wQ8gO.com

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