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A vida tem que continuar

Dr. Marcelo Bendhack, Urologia
Publicado em 20/05/2020 - Atualizado em 05/08/2020



Você sabe que é “melhor prevenir do que remediar” e que cuidar da saúde nunca foi tão importante. A Covid-19 ainda não tem vacina, medicamentos, procedimentos e técnicas cientificamente comprovados. Por isso, os avisos prementes emitidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) devem ser levados à sério.

Nesses últimos meses, foi preciso instituir o isolamento social, uma medida eficaz e estratégica para evitar e reduzir o contágio da doença. Aliado a isso, como medida comportamental, a higiene pessoal também passou a ser mais incentivada – e, espera-se, se torne prática cotidiana, não só agora, mas ao longo da vida. Lavar as mãos com frequência, cobrir o rosto ao tossir e usar máscara são armas eficientes não apenas para se proteger do novo coronavírus, mas para a manutenção da saúde de forma geral.

Você também conhece o ditado “corpo são em mente sã”. Pois é, isso diz respeito aos cuidados integrais com o corpo, com a mente, com a saúde em geral. Precisamos entender que são justas e imprescindíveis as precauções para evitar o contágio dessa nova doença. Por outro lado, conhecemos outras urgências ou necessidades que precisam de avaliações médicas, consultas, exames, cirurgias e procedimentos para inúmeras outras doenças que, infelizmente, não cessam por acaso. 

E como ficam as cirurgias?

Nesse momento, precisamos tomar atitudes sensatas e confiar na ciência e nos profissionais da saúde. Por isso, avalie se o seu caso requer atendimento de emergência, urgência ou se se trata de um procedimento eletivo. Se for emergente, ou seja, onde há ameaça iminente à vida, deve-se procurar atendimento médico especializado de imediato. Em caso de urgência, ainda que necessite de uma assistência rápida, procure um médico e discuta com ele a forma de evitar complicações. Já os procedimentos eletivos, que são programados (não urgentes ou emergentes), devem ser postergados para depois de passada a pandemia.

Se realmente precisar de um atendimento, procure um hospital ou unidade de saúde. Mesmo com a recomendação de isolamento, muitas vezes não há como evitar, como nos casos de doenças oncológicas, cardiológicas, urológicas, neurológicas, de transplantes, entre outras, além de gestantes e pacientes com problemas pós-cirúrgicos. Há condutas e tratamentos que não devem aguardar.

Para boa parte da população que necessita de atendimento imediato não é possível esperar o retorno à normalidade. O que se deve levar em consideração é que muitos leitos hospitalares estão ocupados, reduzindo os atendimentos. Mas caso seja necessário, numa emergência, serviços de saúde públicos e privados possuem alas separadas, não atendendo pacientes infectados com a covid-19.

O avanço da medicina, com o auxílio da tecnologia, tem permitido alternativas, por meio de consultas online - o que chamamos de telemedicina. A prática ainda vai se revelar importante com o passar dos anos, com o avanço dos meios tecnológicos e com a experiência diária dos profissionais, que cada vez mais terão precisão apurada para avaliar à distância.

Apesar de vivermos um momento extremamente difícil, de grave crise sanitária com a pandemia de Covid-19, podemos aproveitar também para aprender com ela e introduzir novos hábitos e comportamentos. Às vezes, na busca por soluções fáceis, um dos grandes erros é se automedicar, consumir fármacos inadequados.

Procure orientações adequadas quanto à eficácia e segurança dos medicamentos. Consulte um profissional de saúde, um farmacêutico ou um médico. A automedicação traz riscos à saúde, pode causar complicações graves, danos irreversíveis e levar à morte.

Pense sempre que prevenir é melhor do que remediar. Haja com responsabilidade hoje e sempre. Até porque a vida tem que continuar...

Autor: Marcelo Bendhack Mestre e Doutor em Urologia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR/1999). Pós-Doutorado em Uro-Oncologia pela Universidade de Düsseldorf, Alemanha (2001). Especialista pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e Presidente da Sociedade Latino-Americana de Uro-Oncologia (UROLA).

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Comentários
  1. O texto é professoral, tendo a intenção, acima de tudo de AJUDAR. No seu bojo começa com a máxima “é melhor prevenir do que remediar” e termina com o título do artigo “A VIDA TEM QUE CONTINUAR” que, sem dúvida, é um INCENTIVO e um BÁLSAMO para os que se encontram desanimados, depressivos ou “NUM BECO SEM SAÍDA”, iluminando mais ainda os que ,como o AUTOR , são dotados de LUZ DIVINA. PARABÉNS ILUSTRE URO-ONCOLOGISTA primeiro a aplicar, com sucesso o HIFU no BRASIL.

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